Presidente Rosa Albuquerque solicita inspeção técnica no prédio do TCE

Data publicação: 25/05/2017 22:55:18

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 A presidente do Tribunal de Contas de Alagoas, conselheira Rosa Albuquerque, solicitou avaliação técnica do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Crea e Serveal para a emissão de laudos que atestem as condições físicas de funcionamento do prédio do TCE, localizado na Avenida Fernandes Lima, em Maceió.

A decisão foi anunciada na sessão desta quinta-feira, um dia depois que ela mesma, acompanhada de equipe técnica do Tribunal, visitou várias dependências da instituição e constatou problemas sérios, resultantes de infiltrações em quase todos os andares.

Fotos e relatos da situação que a presidente qualifica como crítica foram compartilhadas com os demais membros do conselho do TCE, na sessão de hoje, numa leitura sincera e responsável dos riscos de acidentes, sobretudo com a intensidade das chuvas que já começaram.

Em várias salas, até mesmo no gabinete da presidência, partes do forro de gesso desabaram e o piso ficou inundado. Infiltrações diversas também fizeram o teto desabar e molharam documentos em gabinetes dos demais conselheiros, no segundo andar. No terceiro e no quarto andar, praticamente todos os gabinetes - da Procuradoria, Auditoria, Ministério Público de Contas, salas das diretorias técnicas de fiscalização - apresentam problemas estruturais.

Há muita água represada na laje do terceiro andar, onde ficam os compressores do sistema de refrigeração. A central de refrigeração e a subestação energética também ficaram parcialmente imersas na água que se acumulou de infiltrações.

E os problemas, na avaliação da presidente, vão muito além da simples incidência de chuva. De acordo com o diretor de Engenharia do TCE, Daniel Pereira, eles se acumularam por conta da falta de manutenção preventiva do prédio, ao longo dos 30 anos de sua existência, além de que, nessas três décadas, várias instalações já ultrapassaram sua vida útil.

A presidente destaca que em algumas situações há riscos à integridade física das pessoas. Da fachada do prédio, pelo menos duas pedras de mármore despencaram. Por sorte, não atingiram ninguém.

“Tememos pela segurança dos servidores e também pelo trabalho que é realizado nesta casa. Precisamos evitar prejuízos maiores e adotar providências urgentes, mas queremos saber se basta fazer os reparos dos problemas que apareceram. Temos que saber exatamente qual a real situação do prédio, por isso precisamos desses laudos técnicos, para nos dar a dimensão do problema que temos e as medidas que precisamos adotar para garantir a segurança de todos”, conclui Rosa Albuquerque.


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